O corpo fala...
O ponto central do livro "A mente dividida" do Dr. John Sarno coincide com esta interessante reflexão do Dr. Torres UCV e especialista em psico-neurolinguóistica da Venuzuela.

O Dr. Torres diz: O corpo grita.... o que a boca cala!

Algumas vezes... o resfriado - coriza, ocorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta "tapa" quando não é possível comunicar aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
A diabetes invade quando o coração dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça aparece quando as dúvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo se torna intolerável.
As unhas se quebram quando as defesas estão ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
A neurose paralisa quando a criança interior tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas explodem as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa e ou se cansa de viver.

E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?

A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.

"A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma" Bach.


O ano novo é apenas o dia seguinte
Era segunda feira 05 de novembro de 2012, o telefone toca e do outro lado alguém pergunta sobre psicoterapia "tem vaga para psicoterapia ainda este ano?" Após responder tal pergunta comecei a refletir e observar como as pessoas utilizam (ou não utilizam) os 3 meses finais do ano, é como se não houvesse mais "tempo" para realizar nada, tudo vai ficando para "o ano que vem"...Observo que as pessoas entram em um ritmo do futuro, é como se o hoje e o amanhã simplesmente não existissem mais, apenas o que existe é "o ano novo". Tudo é planejado para começar ou recomeçar no ano que vem.
Esta foi apenas uma situação, das muitas que tenho observado,  de como as pessoas utilizam como justificativa  que o ano ja está acabando para adiar decisões, projetos, iniciativas ou encerramentos de atividades. Quando entra o mês de outubro parece que é como se nada mais pudesse ser resolvido no presente ano.
É sabido que uma boa parte das pessoas tendem a deixar tudo para depois, porém muitas vezes o novo ano chega e os projetos não deixam de ser projetos, espera-se o carnaval, depois as "segundas feiras" , assim o ano vai passando, passando até chegar outubro novamente e tudo fica para "o ano que vem" e assim a vida vai passando, e as pessoas sobrevivendo e não vivendo.
Com este post venho propor a reflexão sobre iniciativa. Porque é preciso deixar para depois, adiar tarefas que podem ser realizadas hoje, sejam elas agradáveis ou não. Até quando as pessoas irão deixar seus projetos de vida, seus sonhos, seus desejos para o futuro?  
E aos procrastinadores de plantão cabe ressaltar, cada vez que for adiar algo lembre-se o ano novo é apenas o dia seguinte,  mude de postura, desligue das atitudes automáticas e repetitivas, deêm chance ao novo, permita-se iniciar aquele novo projeto hoje, enviar o curriculum agora, iniciar o regime imediatamente e fazer algo por si todos os dias.
Lembrando que este é o ultimo post do ano, afinal ja estamos em 08 de novembro, e não haverá mais tempo para escrever novamente.... brincadeirinha.

Reflexão

Milho de pipoca... quem não passa pelo fogo continua sendo milho para sempre...

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que esta sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras, a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.

Extraído do livro "O amor que acende a lua", de Rubem Alves.

Depois eu faço...

Compromissos, obrigações, prazos... muitos de nós tem dificuldade em cumprir prazos, mas algumas pessoas são mestres em deixar tudo para depois. O problema é que este depois nunca chega, e cada vez mais tarefas vão se acumulando, gerando mais adiamentos, pois o que era pouco para se "fazer depois", com o passar do tempo vai virando uma bola de afazeres interminados.Mas o que será que está por trás de tantos adiamentos?O ser humano tem muita tendência a fazer as coisas que trazem apenas satisfação imediata e, muitos dos nossos afazeres necessários para o bom andamento do trabalho, da casa e até das relações não trazem esta satisfação tão rapidamente, por isto também é tão difícil fazer regime, pois a satisfação (emagrecimento) ocorrerá a médio ou longo prazo, enquanto que ao comer o bolo, a batata frita, a pizza, imediatamente a satisfação ocorre.A vida é feita de escolhas, logicamente, é muito mais fácil e prazeroso escolher sair, assistir televisão,ficar na internet do que fazer a manutenção da casa, por exemplo.Adiar tudo aquilo que não nos é tão agradável é natural no ser humano, logo cedo as crianças querem adiar as tarefas de casa, estudar para as provas, então, nem se fala, isto sem contar os milhares de contribuintes que deixam a entrega da declaração de imposto de renda para o último dia, tudo que gera a sensação de compromisso, de tensão, e que nos tira dos momentos prazerosos, facilmente fica para trás.É preciso aprender a enfrentar as situações, sejam elas desconfortáveis, desagradáveis ou trabalhosas, as pessoas que adiam tudo perdem a chance de sentir a satisfação que a conclusão de uma tarefa pode proporcionar. Adiar funciona como se "livrar" daquilo que não lhe é tão agradável, porém, não está resolvido e em algum momento o que foi "deixado para depois" terá que ser concluído.O resultado desse "depois eu faço" é uma vida desorganizada,pois cada vez que se adia algo este algo não desaparece, está lá, só foi "encostado de lado", gerando tumultos e uma série de afazeres, o que contribui para que o sujeito sinta menos vontade ainda de realizar tudo aquilo que se acumulou.Se você se identificou com este texto, tente refletir sobre como você não está enfrentado a vida, está fugindo daquilo que lhe gera desconforto, mas a vida não é só prazer e satisfação, então comece hoje por fazer uma lista das dez coisas mais adiadas por você,faça isto para a vida pessoal, para as tarefas da casa e para o trabalho, elenque por prioridade; coloque um prazo para que cada uma seja concluida;determine-se; seja consciente, assuma que tem dificuldade e não se permita deixar algo inacabado;por último se recompense cada vez que concluir uma tarefa, seja com sua comida predileta, com uma roupa nova ou um passeio, e ao final da conslusão da sua lista presentei-se com algo maior, uma viagem por exemplo.Mudar é possível, basta começar hoje e não amanhã!

Feliz olhar novo!

O grande barato da vida é olhar pra trás e sentir orgulho da sua história. O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA!
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o bolo sola, o pneu fura, chove demais. Mas... Pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Tá certo, eu sei, Polyanna é personagem de ficção, hiena come porcaria e ri, eu sei. Não quero ser cego, burro ou dissimulado. Quero viver bem. 2011 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões... Normal.
Às vezes se espera demais das pessoas... Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou...Normal. 2012 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja,mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança? O que eu desejo pra todos nós é sabedoria, é que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência!
Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim. Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passa pra categoria 3, a dos amigos. Ou muda de classe, vira colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de uma frase que adoro: 'Cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade').
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes...
Desejo pra todo mundo esse olhar especial. 2012 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos, e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. 2012 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, maneiro, especial...
Pode ser puro orgulho. Depende de mim! De você! Pode ser. E que seja!!!
"Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensar tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!"

Autor: Carlos Drumond de Andrade



Antes de ser mãe

Antes de ser mãe eu fazia e comia os alimentos quentes.
Eu não tinha roupas manchadas.
Eu tinha calmas conversas ao telefone.

Antes de ser mãe eu dormia o quanto eu queria e nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu não esquecia de escovar os dentes e os cabelos.

Antes de ser mãe eu limpava minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos nem pensava em canções de ninar.

Antes de ser mãe eu não me preocupava se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas eram coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe ninguém vomitou e nem fez xixi em mim,
nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas.

Antes de ser mãe eu tinha controle sobre a minha mente, meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos.
... eu dormia a noite toda...

Antes de ser mãe eu nunca tive que segurar uma criança chorando para que médicos pudessem fazer teste e aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam.
Eu nunca fiquei gloriosamente feliz com uma simples risadinha.
Eu nunca fiquei sentada horas e horas olhando um bebê dormindo.

Antes de ser mãe eu nunca segurei uma criança só por não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar quando não puder estancar uma dor.
Eu nunca imaginei que uma coisa tão pequenina pudesse mudar tanto minha vida.
Eu não imaginei que pudesse amar alguém tanto assim.
Eu não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe eu não conhecia a sensação de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Eu não conhecia a felicidade de alimentar uma bebê faminto.
Eu não imaginava que alguém tão pequenino pudesse fazer-me sentir tão importante.

(autor desconhecido) retirado do site www.e-familynet.com


Qual o momento ideal para ser mãe?

Tem se tornado cada vez mais frequente o adiamento da maternidade em função de vários fatores, os maiores deles a realização profissional e/ou a falta de um parceiro estavel.
Diferente dos anos 80 e 90, quando os casos de gravidez na adolescência eram cada vez mais frequentes e crescentes, uma boa parte das mulheres de hoje primam por outras necessidades, optam por construir suas carreiras e buscam estabilidade financeira para só depois pensarem em maternidade.
O fato é que após alcançar seus objetivos profissionais, nem toda mulher está pronta para ser mãe, e ai se iniciam os conflitos, pois nesta fase da vida, cronologicamente o tempo está se esgotando.
Então como definir entre imposições sociais, aprendizado e desejo genuíno de ser mãe?
É realmente um momento difícil e angustiante, diante da urgência física e da insegurança emocial.
Não há certezas, não há seguros... cabe apenas reflexões a respeito de qual será o papel de uma criança na vida desta pessoa, quais expectativas existem a cerca da maternidade, é um desejo ou uma resposta as cobranças da sociedade e da familía?.É um desejo, ou medo do arrependimento mais tarde?
São questões de difícil resposta para quem chega a maturidade sem ter sido mãe.
As razões para esta espera são muito pessoais, mas de forma geral cabe refletir que a mobilização para a maternidade deve ser interna, deve ser inteira, deve ser cercada de desejos e não de medos e obrigatoriedades, deve ser decisão e não falta de opinião.
Ser mãe é maravilhoso, mas também é possível ser feliz e completa sem a realização desta fase da vida, pois ser completa não significa ter tudo, mas sim ser realizada em tudo que se tem e se faz.


Mudanças

Não é de hoje que o ser humano é resistente às mudanças, por pior que seja a situação de vida, as pessoas tendem a resistir por muito tempo antes de se engajarem em algum processo de mudança seja no ambiente de trabalho ou na vida pessoal. Desde que o mundo é mundo, mudar na maioria das vezes é interpretado como algo negativo, prova disto, é o fato das pessoas persistirem anos a fio em trabalhos que não se realizam, que não são reconhecidas e ainda pior, que são mal tratadas, co medo de arriscar e tentar outro emprego. Assim também acontece com alguns casamentos que há muito ja não existem, mas que uma das partes e por vezes as duas se negam a reconhecer o fracasso da união e seguir outro caminho.
Como ja mecionado, as pessoas temem mudar,ou seja, temem o que lhes é desconhecido, persistem anos em situações extremamentes desconfortáveis e geradoras de sofrimento, mas que são interpretadas como "seguras" simplesmente por serem conhecidas. É comum a preferência em permanecer em "seu mundinho conhecido" do que arriscar por caminhos desconhecidos, e assim a vida passa... e não é raro um dia deparam-se com pensamentos do tipo "se eu fosse mais jovem mudaria minha vida", "se eu soubesse o que sei hoje, minha vida teria sido diferente" e muitos outros pensamentos de arrependimento por não ter jogado tudo para o alto, virado a página e tentado viver de um modo diferente.
Aos "resistentes de plantão" propõem-se a reflexão de que não há provas de que as mudanças serão sempre negativas, mudanças trarão sim situações diferentes, que exigem novas adaptações. Mudar é difícil e exige coragem,principalmente quando se trata de mudança de comportamento; aceitar as mudanças exige ousadia, é desafiador e por isto tão assustador, mas quem disse ou onde está escrito que a mudança será para pior?
É importante salientar que toda e qualquer mudança requer planejamento e a análise dos prós e contras, assim como a análise real das consequências que novas atitudes trarão à sua vida.
Cada um de nós é resultado das próprias escolhas, o medo, a resistência às mudanças travam e impedem uma vivência mais intensa e saudável.Mudanças podem trazer aspectos extremamentes positivos, mas para vivenciá-los é preciso coragem e permitir-se ao menos tentar. É para aquelas mudanças que nos são impostas por outras pessoas ou mesmo pela vida, vale o princípio de que tudo tem um lado positivo, basta que se esteja disponível para perceber e tentar se adaptar. Portanto, aja, reaja, seja a protagonista da sua história, não deixe que a vida passe sem a sua intervenção direta, não êxite, assuma o comando da sua vida e tente mudar o que já não lhe é mais satisfatório ou conveniente, saia do comodismo, faça suas escolhas e sobretudo não tenha pena de si mesma ou se condenará a uma vivência infeliz.


Quando o amor acaba

As vezes dura anos, algumas vezes meses e em outras apenas dias...
Não importa o quanto durou, sempre que o amor acaba para um dos lados, ocorre muito sofrimento e dor.
Perde-se o rumo, "abre-se" o chão, há um sentimento de abandono e rejeição que o indivíduo acredita que nunca será superado, que nunca mais irá amar ninguém como amou esta pessoa que o deixou.
Quem de nós nunca se sentiu assim?
A grande maioria das pessoas busca estar com alguém, um companheiro (a), enfim um par. Acreditam que quando este alguém chegar serão completos, terão encontrado a "metade da laranja" e serão felizes para sempre.
Infelizmente, não é tão simples assim. A busca incessante por um par, pode acabar em uma série de relacionamentos que ja nascem "condenados", uma vez que as pessoas não se permitem esperar, acabam engatando seguidos relacionamentos com pessoas que são totalmente o oposto daquilo que um dia desejaram, simplesmente porque não conseguem suportar a dor de estar sozinho.
A partir dia cria-se uma fantasia do outro, ou seja, as pessoas passam a enxergar no outro uma série de fatores positivos, de identificação, que na realidade não existem, elas se apaixonam pela própria imagem que criaram do outro.
Com o passar do tempo e a convivência, vai ocorrendo a percepção deste grande deslize, de quanto este par não tem nada haver com aquilo que era no início, e surge a percepção "ele (a)não era assim". Na verdade era, o apaixonado é que não o enxergava, e um dia a relação acaba.
De alguma forma os dois lados sofrem, mas a realidade para quem está sendo "deixado" é sempre pior, pois há o sentimento de abandono e rejeição. E o que fazer diante desta dor tão imensa e por vezes incapacitante?
O fim de um relacionamento não deixa de ser a representação de uma morte, dos sonhos, projetos e idealizações, e como uma morte real, é preciso viver o luto desta perda emocional, chorar, desabafar, afogar todas as recordações para somente depois ter um renascimento.
Quando a dor é muito forte e a pessoa não consegue voltar a sua vida diária, trabalhar, estudar, sair, se relacionar, é momento de procurar uma psicoterapia para elaboração deste luto e para adquirir auto-estima e habilidades mais funcionais, para que em futuros relacionamentos os mesmos erros não sejam cometidos. É preciso aprender que para viver uma relação saudável e feliz é preciso primeiro "ser uma laranja inteira", para depois encontrar "outra laranja inteira" que irá apenas complementar e não completar a vida.
A responsabilidade pela felicidade pessoal, é única e exclusiva de cada um. Depositar expectativas irreais nos outros é condenar-se a nunca ser feliz.
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