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Variedades


 

Como lidar com o estresse
Tem-se tornado cada vez mais comum a queixa de estresse em várias faixas etárias, do executivo a dona de casa. Vivemos em uma era de pressões, de metas que precisam ser cumpridas, de uma série de compromissos que precisamos dar conta.
O estresse nos acompanha desde os nossos ancestrais, é uma reação fisiológica, em que o corpo se prepara para "lutar ou fugir", reação necessária para sobrevivência diante de um encontro inesperado com uma ameaça/animal. Desta forma o corpo se preparava para ação, ocorrendo uma série de modificações fisiológicas, necessárias para a sobrevivência naquela época.
Hoje em dia, não precisamos mais caçar, e em situações normais não nos deparamos com animais, as ameaças as quais precisamos ficar de prontidão são outras.
O estresse está associado as pré-ocupações, ao acúmulo de atividades, as cobranças excessivas, as metas exigidas, a ausência de tempo para lazer, ou seja, o estresse ocorre quando os acontecimentos da vida, de ordem física ou psíquica, superam nossa capacidade para enfrentá-los.
Existem alguns sintomas que são característicos do estresse, como por exemplo: irritabilidade, cansaço, ansiedade, dificuldade para tomar decisões, baixa produtividade, apatia, etc.
O primeiro passo para vencer o estresse, e qualquer outra situação, é a aceitação. Reconhecer que existe um problema e que medidas precisarão ser tomadas para a superação do mesmo. Além disto, é necessário:
1) Procurar adequar o estilo de vida, isto significa, dormir cedo, ter uma alimentação saudável, ingerir água diariamente;
2) Reduzir obrigações, ou seja, aprenda a dizer e assumir apenas aquilo que é possível dar conta, isto não faz de você incompetente, mas sim assertivo.
3) Reduza compromissos, primeiramente dê conta de suas coisas, antes de querer "salvar o mundo". Analise suas necessidades, procure viver com o que ganha para não precisar ter mais de um emprego ou ficar assumindo horas extras.
4) Faça uma coisa de cada vez, evite se sobrecarregar com várias atividades ao mesmo tempo, ao invés disto aprenda a relaxar, procure ter lazer, tirar férias ao menos uma vez por ano e todos os dias tire pelo menos uma hora para fazer algo agradável para você.
5) Pense positivo, isto fará com que você se sinta mais confiante e enfrentará a vida de forma mais assertiva. Lembre-se a vida muda quando você muda!

Por Eliana Alves Lima - Psicóloga



O ano novo é apenas o dia seguinte
Era segunda feira 05 de novembro de 2012, o telefone toca e do outro lado alguém pergunta sobre psicoterapia "tem vaga para psicoterapia ainda este ano?" Após responder, comecei a refletir e observar como as pessoas utilizam (ou não utilizam) os 3 meses finais do ano, é como se não houvesse mais "tempo" para realizar nada, tudo vai ficando para "o ano que vem"... Observo que as pessoas entram em um ritmo do futuro, é como se o hoje e o amanhã simplesmente não existissem mais, apenas o que existe é "o ano novo". Tudo é planejado para começar ou recomeçar no ano que vem.
Esta foi apenas uma situação, das muitas que tenho observado,  de como as pessoas utilizam como justificativa  que o ano ja está acabando para adiar decisões, projetos, iniciativas ou encerramentos de atividades. Quando entra o mês de outubro parece que é como se nada mais pudesse ser resolvido no presente ano.
Uma boa parte das pessoas tendem a deixar tudo para depois, porém muitas vezes o novo ano chega e os projetos não deixam de ser projetos, espera-se o carnaval, depois as "segundas feiras", assim o ano vai passando, passando... até chegar outubro novamente e tudo fica para "o ano que vem" e assim a vida segue, e as pessoas sobrevivendo e não vivendo.
Com este post venho propor a reflexão sobre iniciativa. Porque é preciso deixar para depois, adiar tarefas que podem ser realizadas hoje, sejam elas agradáveis ou não. Até quando as pessoas irão deixar seus projetos de vida, seus sonhos, seus desejos para o futuro?  
E aos procrastinadores de plantão cabe ressaltar, cada vez que for adiar algo lembre-se o ano novo é apenas o dia seguinte,  mude de postura, desligue das atitudes automáticas e repetitivas, deêm chance ao novo, permita-se iniciar aquele novo projeto hoje, enviar o curriculum agora, iniciar o regime imediatamente e fazer algo por si todos os dias.
Lembrando que este é o ultimo post do ano, afinal ja estamos em 08 de novembro, e não haverá mais tempo para escrever novamente....

Por Eliana Alves Lima - Psicóloga


Depois eu faço...
Compromissos, obrigações, prazos... muitos de nós tem dificuldade em cumprir prazos, mas algumas pessoas são mestres em deixar tudo para depois. O problema é que este depois nunca chega, e cada vez mais tarefas vão se acumulando, gerando mais adiamentos, e o que era pouco, vai se tornando muito, gerando mais motivos para adiamentos. Mas o que será que está por trás de tantos adiamentos?
O ser humano tem tendência a fazer as coisas que trazem apenas satisfação imediata e, muitos dos nossos afazeres necessários para o bom andamento do trabalho, da casa e até das relações não trazem esta satisfação tão rapidamente, por isto também é tão difícil fazer regime, pois a satisfação (emagrecimento) ocorrerá a médio ou longo prazo, enquanto que ao comer o bolo, a batata frita, a pizza, imediatamente a satisfação ocorre.
A vida é feita de escolhas, logicamente, é muito mais fácil e prazeroso escolher sair, assistir televisão, ficar na internet, do que fazer a manutenção da casa, por exemplo. Adiar tudo aquilo que não nos é tão agradável, é natural no ser humano. Desde crianças já começamos a adiar coisas, "vou brincar só um pouquinho - depois eu faço a lição", "mais tarde eu tomo banho"; quando adultos continuamos adiando coisas. Tudo que gera a sensação de compromisso, de tensão, e que nos tira dos momentos prazerosos, facilmente fica para trás. É preciso aprender a enfrentar as situações, sejam elas desconfortáveis, desagradáveis ou trabalhosas, as pessoas que adiam tudo perdem a chance de sentir a satisfação que a conclusão de uma tarefa pode proporcionar. Adiar funciona como se "livrar" daquilo que não lhe é tão agradável, porém, não está resolvido e em algum momento o que foi "deixado para depois" terá que ser concluído. O resultado desse "depois eu faço" é uma vida desorganizada, pois cada vez que se adia algo este algo não desaparece, está lá, só foi "encostado de lado", gerando tumultos e uma série de afazeres, o que contribui para que o sujeito sinta menos vontade ainda de realizar tudo aquilo que se acumulou.
Se você se identificou com este texto, tente refletir sobre como você não está enfrentado a vida, está fugindo daquilo que lhe gera desconforto, mas a vida não é só prazer e satisfação, então comece hoje por fazer uma lista das dez coisas mais adiadas por você, faça isto para a vida pessoal, para as tarefas da casa e para o trabalho, elenque por prioridade; coloque um prazo para que cada uma seja concluída; determine-se; seja consciente, assuma que tem dificuldade e não se permita deixar algo inacabado, por último se recompense cada vez que concluir uma tarefa, seja com sua comida predileta, com uma roupa nova ou um passeio, e ao final da conclusão da sua lista presentei-se com algo maior, uma viagem por exemplo. Mudar é possível, basta começar hoje e não amanhã!

Por Eliana Alves Lima - Psicóloga


Feliz olhar novo!
O grande barato da vida é olhar pra trás e sentir orgulho da sua história. O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA!
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o bolo sola, o pneu fura, chove demais. Mas... Pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Tá certo, eu sei, Polyanna é personagem de ficção, hiena come porcaria e ri, eu sei. Não quero ser cego, burro ou dissimulado. Quero viver bem. 2011 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões... Normal.
Às vezes se espera demais das pessoas... Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou...Normal. 2012 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja,mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança? O que eu desejo pra todos nós é sabedoria, é que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência!
Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim. Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passa pra categoria 3, a dos amigos. Ou muda de classe, vira colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de uma frase que adoro: 'Cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade').
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes...
Desejo pra todo mundo esse olhar especial. 2012 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos, e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. 2012 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, maneiro, especial...
Pode ser puro orgulho. Depende de mim! De você! Pode ser. E que seja!!!
"Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensar tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!"

Autor: Carlos Drumond de Andrade


 
Antes de ser mãe
Antes de ser mãe eu fazia e comia os alimentos quentes.
Eu não tinha roupas manchadas.
Eu tinha calmas conversas ao telefone.

Antes de ser mãe eu dormia o quanto eu queria e nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.

Eu não esquecia de escovar os dentes e os cabelos.

Antes de ser mãe eu limpava minha casa todo dia.

Eu não tropeçava em brinquedos nem pensava em canções de ninar.

Antes de ser mãe eu não me preocupava se minhas plantas eram venenosas ou não.

Imunizações e vacinas eram coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe ninguém vomitou e nem fez xixi em mim,

nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas.

Antes de ser mãe eu tinha controle sobre a minha mente, meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos.

... eu dormia a noite toda...

Antes de ser mãe eu nunca tive que segurar uma criança chorando para que médicos pudessem fazer teste e aplicar injeções.

Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam.
Eu nunca fiquei gloriosamente feliz com uma simples risadinha.
Eu nunca fiquei sentada horas e horas olhando um bebê dormindo.

Antes de ser mãe eu nunca segurei uma criança só por não querer afastar meu corpo do dela.

Eu nunca senti meu coração se despedaçar quando não puder estancar uma dor.
Eu nunca imaginei que uma coisa tão pequenina pudesse mudar tanto minha vida.
Eu não imaginei que pudesse amar alguém tanto assim.
Eu não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe eu não conhecia a sensação de ter meu coração fora do meu próprio corpo.

Eu não conhecia a felicidade de alimentar uma bebê faminto.
Eu não imaginava que alguém tão pequenino pudesse fazer-me sentir tão importante.
(autor desconhecido) retirado do site www.e-familynet.com

Qual o momento ideal para ser mãe?
Tem se tornado cada vez mais frequente o adiamento da maternidade em função de vários fatores, os maiores deles a realização profissional e/ou a falta de um parceiro estável.

Diferente dos anos 80 e 90, quando os casos de gravidez na adolescência eram cada vez mais frequentes e crescentes, uma boa parte das mulheres de hoje buscam construir uma vida profissional, estabilidade financeira e emocional para só depois pensarem em maternidade.
O fato é que após alcançar seus objetivos profissionais, nem toda mulher está pronta para ser mãe, e ai se iniciam os conflitos, pois nesta fase da vida, cronologicamente o tempo está se esgotando.
Então como definir entre imposições sociais, aprendizado e desejo genuíno de ser mãe?
É realmente um momento difícil e angustiante, diante da urgência física e da insegurança emocional.
Não há certezas, não há seguros... cabem apenas reflexões a respeito de qual será o papel de uma criança na vida desta pessoa, quais expectativas existem a cerca da maternidade, analisar se existe  um desejo ou apenas uma resposta as cobranças da sociedade e da família? É desejo, ou medo do arrependimento mais tarde?
São questões de difícil resposta para quem chega a maturidade sem ter sido mãe.
Vale ressaltar que a mobilização para a maternidade deve ser interna, deve ser inteira, deve ser cercada de desejos e não de medos e obrigatoriedades, deve ser decisão e não falta de opinião.
Ser mãe é maravilhoso, mas também é possível ser feliz e completa sem a realização deste papel, pois ser completa não significa ter tudo, mas sim ser realizada em tudo que se tem e se faz.

Por Eliana Alves Lima - Psicóloga

  Mudanças
Não é de hoje que o ser humano é resistente às mudanças, por pior que seja a situação de vida, as pessoas tendem a resistir por muito tempo antes de se engajarem em algum processo de mudança, seja no ambiente de trabalho ou na vida pessoal. Desde que o mundo é mundo, mudar na maioria das vezes é interpretado como algo negativo, prova disto, é o fato das pessoas persistirem anos a fio em trabalhos que não se realizam, que não são reconhecidas e ainda pior, que são mal tratadas. Frequentemente, permanecem na situação por medo de arriscar e dar errado.
Assim também acontece com alguns casamentos que há muito ja não existem, mas que uma das partes, ou ambos, se negam a reconhecer o fracasso da união e seguir outro caminho.
Como ja mencionado, as pessoas temem mudar, ou seja, temem o que lhes é desconhecido, persistem anos em situações extremamente desconfortáveis e geradoras de sofrimento, mas que são interpretadas como "seguras" simplesmente por serem conhecidas. É comum a preferência em permanecer em "seu mundinho conhecido" do que arriscar por caminhos desconhecidos, e assim a vida passa... e não raramente um dia deparam-se com pensamentos do tipo "se eu fosse mais jovem mudaria minha vida", "se eu soubesse o que sei hoje, minha vida teria sido diferente" e muitos outros pensamentos de arrependimento por não ter jogado tudo para o alto, virado a página e tentado viver de um modo diferente.
Diante de tudo isto, sugiro a reflexão de que não há provas de que as mudanças serão sempre negativas, mudanças trarão sim situações diferentes, que exigem novas adaptações. Mudar é difícil e exige coragem, principalmente quando se trata de mudança de comportamento; aceitar as mudanças exige ousadia, é desafiador e por isto tão assustador, mas não há provas de que as mudanças sempre serão ruins.
É importante salientar que toda e qualquer mudança requer planejamento e a análise dos prós e contras, assim como a análise real das consequências que novas atitudes trarão à sua vida.
Cada um de nós é resultado das próprias escolhas, o medo, a resistência às mudanças travam e impedem uma vivência mais intensa e saudável. Mudanças podem trazer aspectos extremamente positivos, mas para vivenciá-los é preciso coragem e permitir-se ao menos tentar. É para aquelas mudanças que nos são impostas por outras pessoas ou mesmo pela vida, vale o princípio de que tudo tem um lado positivo, basta que se esteja disponível para perceber e tentar se adaptar. Portanto, aja, reaja, seja a protagonista da sua história, não deixe que a vida passe sem a sua intervenção direta, não exite, assuma o comando da sua vida e tente mudar o que já não lhe é mais satisfatório ou conveniente, saia do comodismo, faça suas escolhas e sobretudo não tenha pena de si mesma ou se condenará a uma vivência infeliz.

Filme sugerido: The croods.

Por Eliana Alves Lima - Psicóloga


Quando o amor acaba
As vezes dura anos, algumas vezes meses e em outras apenas dias...
Não importa o quanto durou, sempre que o amor acaba para um dos lados, ocorre muito sofrimento e dor.
Perde-se o rumo, "abre-se" o chão, há um sentimento de abandono e rejeição que o indivíduo acredita que nunca será superado, que nunca mais irá amar ninguém como amou esta pessoa que o deixou.
Quem de nós nunca se sentiu assim?
A grande maioria das pessoas busca estar com alguém, um companheiro (a), enfim um par. Acreditam que quando este alguém chegar serão completos, terão encontrado a "metade da laranja" e serão felizes para sempre.
Infelizmente, não é tão simples assim. A busca incessante por um par, pode acabar em uma série de relacionamentos que ja nascem "condenados", uma vez que as pessoas não se permitem esperar, acabam engatando seguidos relacionamentos com pessoas que são totalmente o oposto daquilo que um dia desejaram, simplesmente porque não conseguem suportar a dor de estar sozinho.
A partir dia cria-se uma fantasia do outro, ou seja, as pessoas passam a enxergar no outro uma série de fatores positivos, de identificação, que na realidade não existem, elas se apaixonam pela própria imagem que criaram do outro.
Com o passar do tempo e a convivência, vai ocorrendo a percepção deste grande deslize, de quanto este par não tem nada haver com aquilo que era no início, e surge a percepção "ele (a) não era assim". Na verdade era, o apaixonado é que não o enxergava, e um dia a relação acaba.
De alguma forma os dois lados sofrem, mas a realidade para quem está sendo "deixado" é sempre pior, pois há o sentimento de abandono e rejeição. E o que fazer diante desta dor tão imensa e por vezes incapacitante?
O fim de um relacionamento não deixa de ser a representação de uma morte, a morte dos sonhos em conjunto, de projetos e idealizações, e como uma morte real, é preciso viver o luto desta perda emocional, chorar, desabafar, afogar todas as recordações para somente depois ter um renascimento.
Quando a dor é muito forte e a pessoa não consegue voltar a sua vida diária, trabalhar, estudar, sair, se relacionar, é momento de procurar uma psicoterapia para elaboração deste luto e para adquirir auto-estima e habilidades mais funcionais, para que em futuros relacionamentos os mesmos erros não sejam cometidos. É preciso aprender que para viver uma relação saudável e feliz é preciso primeiro "ser uma laranja inteira", para depois encontrar "outra laranja inteira" que irá apenas complementar e não completar a vida.
A responsabilidade pela felicidade pessoal, é única e exclusiva de cada um. Depositar expectativas irreais nos outros é condenar-se a nunca ser feliz.

"Não podemos organizar a vida em torno da pessoa amada a ponto de tornar inconcebível a nossa existência sem ela". (Frase retida do facebook "sessão de terapia").


Por Eliana Alves Lima - Psicóloga


Pais perdidos - filhos desestruturados

Tenho percebido em minha prática clinica, a frequência cada vez maior de pais perdidos e filhos desestruturados, ou seria o contrário?
Vivemos recentemente uma era de pais jovens, vindos muitas vezes de lares desfeitos e sem o menor embasamento do que é ser pai ou mãe. Buscando não cometer os mesmo "erros" dos pais, estes novos pais estão "errando a mão" e partindo para o extremo da liberdade e falta de limites, gerando crianças perdidas, desprotegidas e desestruturadas. Certas de que estão sempre com a razão e que serão defendidas pelos pais.
Observo constantemente que o referencial sobre o que é certo ou errado, foi trocado pelo tamanho da culpa, da paciência ou da capacidade de tolerância dos pais. Hoje em dia tanto o homem quanto a mulher trabalham e muitas vezes estudam, sobra pouco tempo aos pais jovens para se dedicar a educação dos filhos. Observo que muitos filhos são criados, mas não educados pelos pais, atribui-se este papel à escola, quando na verdade o papel da escola é ensinar, alfabetizar, mas não educar, isto é papel dos pais, pois a educação deve ser iniciada logo nos primeiros anos de vida; sem contar que a escola não tem sustentação para isto - pois as crianças não a percebem com autoridade para tanto.
Em decorrência da culpa do pouco tempo ou paciência com os filhos, muitos pais tentam compensar esta falha pessoal dando presentes fora de hora, cedendo a tudo que os filhos pedem, deixando de corrigir quando necessário, desta forma livram-se da culpa e também do transtorno de ouvir as reclamações, mas isto não é ser pai/mãe!
Ser pai/mãe é amar, educar, dar atenção (mesmo que por 20 minutos do seu dia), orientar e principalmente corrigir.
Crianças, desde que o mundo é mundo, sempre ousaram, arriscaram, a questão é que antigamente os pais eram outros. Ouço constantemente que as crianças de hoje em dia são outras, concordo em partes, hoje elas tem acesso a mais informações, são mais estimuladas, mas o que realmente mudou e pesou é forma dos novos pais conduzirem estas crianças.
A criança não tem percepção real do que é certo ou errado, e por isto precisa ser educada no sentido literal da palavra do que pode ou não pode ser feito, é o adulto que vai definir até onde a criança pode ir, o que lhe é permitido e o que não é, quando isto não é ensinado desde cedo, fica difícil com o passar dos anos a criança entender quem "comanda", e a tendência é piorar, pois a criança vai crescendo e vai aprendendo novas formas de ousar, por isto, muitas vezes vemos pais sendo conduzidos pelos filhos, quando deveria ser o contrário, e enchendo os consultórios psicológicos, sendo que boa parte das vezes o "problema" não está na criança e sim na forma de "educação" dos pais, o mais difícil é que a criança acaba sendo "o bode expiatório", de uma falha que não é sua.
Criança saudável insiste, ousa, tenta romper limites; pais responsáveis impõem limites, orientam, ensinam os filhos a lidarem com frustração (de que modo? - frustrando-as) e não descarregam as suas neles, ensinam a corrigir erros, desta forma, muitos problemas são amenizados, e arrisco dizer, evitados.

Por Eliana Alves Lima - Psicóloga

Leituras recomendadas sobre o assunto:
Crianças precisam de limites, ed. Gente, autor Jan-Uwe Rogge
Limites sem trauma, ed. Record, Tania Zagury
Conversa de pai e mãe, ed. Paulinas, autores Stanley Shapiro e Karen Skinulis com Richard Skinulis


Crianças precisam de limites

Tem se tornado cada vez mais frequente, em consultório, a busca de ajuda psicoterapêutica para intervir em comportamentos infantis inadequados. Na prática clínica, observa-se  cada vez mais pais menos preparados para enfrentar crianças questionadoras, inteligentes e algumas vezes manipuladoras.
Por parte dos pais e/ou responsáveis é comum a fala de que as crianças "mudaram", "não são mais como antigamente"; cada vez que ouço esta afirmação, alerto que na verdade as crianças são as mesmas, é claro que mais estimuladas, informadas, consequentemente, mais inteligentes, e mais persistentes.
Na verdade a mudança vem ocorrendo por parte dos pais, que hoje em dia, passam longe daqueles modelos dos nossos pais e avós, do respeito e até de certa rigidez que existia antigamente. Não que seja preciso levar as crianças em cabrestos, entretanto, este modelo super liberal e permissivo me parece que está trazendo resultados catastróficos as gerações presentes e, arrisco dizer que o futuro da humanidade está a caminho do caos, casos esses conceitos e atitudes não sejam revistas.
Embora em nossa época de crianças não gostássemos do modo de educar de nossos pais e avós, conclui-se cada vez mais que aquele modo era o mais correto, basta observar as notícias de jornais antigos e as de hoje em dia, claro que haviam exceções - mas eram exceções, hoje os bons exemplos, a educação é que estão se tornando exceções. As pessoas eram mais educadas, cresciam sob limites dentro de casa, e assim aprendiam a conviver em sociedade, em sua maioria, de forma digna. Hoje o que vemos é um show de falta de limites, de pode tudo, e cada vez mais frequente pais com medo dos filhos.
Acredito que o referencial tenha se perdido entre "o papel de pais" (educar, ensinar, coibir, impor) e o ser "amigo", ser "legal", houve uma migração extrema, transformando o modo de educar em um modo condescendente demais, muitas vezes, para compensar a ausência física, para remediar a culpa da ausência materna, do pouco tempo e da correria do dia a dia, em busca de um futuro melhor para estes que não estão sendo ensinados a valorizar.
Não é preciso gritar, nem tampouco agredir para educar as crianças, mas é preciso ter pulso, colocar regras e limites claros e bem definidos. Estabelecer para as crianças que eles podem uma porção de coisas, mas outras não; e a criança aceitará, desde que seja condicionada a isto. A criança tem por natureza testar limites e vai até onde os adultos permitem, por isto, quem deve mudar de atitude é o adulto, assim, consenquentemente a criança mudará seu comportamento, claro que dentro de uma família onde nenhum ou poucos limites foram colocados, haverá maior dificuldade e resistência em aceitar a mudança, pode ocorrer até uma piora inicial, mas com persistência é perfeitamente possível.
Ressalta-se que antes de criticar seus filho, veja o que você está ensinando à ele, mesmo que indiretamente e, se quer que eles mudem - mude você primeiro.
Vale lembrar que ouvir "nãos", não traumatiza ninguém, o que traumatiza é falta de amor, descaso, abandono. Ouvir "nãos" os preparará para a vida, os ensinará a lidar com frustração, a esperar e a respeitar os outros.

Por Eliana Alves Lima - Psicóloga


Bullying
O Bullying é um tema que vem crescendo na mídia. Este termo é originário da língua inglesa, para descrever "intimidação, ameaça", caracteriza-se por atos de violência física e verbal, que ocorre de forma intencional e repetida, praticada por um ou mais alunos, contra um ou vários colegas, com o propósito de humilhar o outro.
Geralmente a vítima de bullyng é uma criança com baixa-autoestima, retraída e que tende a não reagir, por isto, tal atitude ganha força.
A colocação de apelidos, agressão verbal e/ou física, olhares ameaçadores, tomar lanche do outro sem permissão,isolar alunos novos ou "diferentes" são formas de bullying.
O bullyng sempre existiu, porém, de forma mais velada. Hoje, muitas crianças estão completamente sem limites; a maior parte das mães  trabalham fora, e para compensar sua ausência física, e as vezes afetiva, permitem muito mais do que deveriam permitir, assim, as crianças crescem achando que podem tudo, não existem consequências para seus atos e expandem a falta de limites de casa para a escola.
Nos últimos anos, muitos pais vem se eximindo de suas responsabilidades e atribuindo às escolas. A escola pode dar conta de muitos aspectos e orientar, porém o papel de educar é e sempre será dos pais. Como diz um velho ditado "educação vem de casa".
A falta de limites em casa, a ausência de consequências negativas, fazem com que as crianças tentem reproduzir na escola, aquilo que fazem e muitas vezes veêm em casa. Por isto, é impossível a escola sozinha resolver o problema do bullyng, é preciso a união de professores, coordenadores, diretores e principalmente dos pais para coibir tais atitudes.
Fazer com que estas crianças se coloquem no lugar dos outros, através de dinâmicas, teatros, palestras e outros, pode minimizar a tendência a este tipo de comportamento.
É evidente que sempre existirá na escola a colocação de apelidos pejorativos, o humilhador e o humilhado, porém, é preciso haver um limite entre um comportamento de brincadeira sarcástica (própria de algumas crianças) e violência, seja física ou psicológica.
Para os pais, cabe repensar seus papéis enquanto educadores e não apenas mantenedores dos filhos, impondo limites, não compensando a ausência física ou falta de paciência com permissões inadivertidas, além de observar seu próprio comportamento, a fim de evitar maus exemplos, e observar de perto as atitudes dos filhos, pois a criança agressiva não é assim apenas na escola.

Por Eliana Alves Lima - Psicóloga


Orientação Vocacional: a terapia pode ajudar você se descobrir

Durante a vida passamos por várias possibilidades de escolhas, algumas são tranquilas e naturais, outras difíceis e podem gerar angústia, como por exemplo a escolha de uma profissão.
Algumas pessoas ja tem a opção profissional definida desde de criança, outras seguem a profissão de pais e avós, porém para muitas pessoas este é um momento de angústia, de indefinição.
É natural que muitos se sintam confusos, uma vez que as opções profissionais, hoje em dia são muitas, e o momento de fazer esta escolha (normalmente por volta dos 17 anos) a imaturidade ainda é muito grande. Dessa forma, muitas variáveis profissionais são desconhecidas ou ignoradas, acarretando um grande número de pessoas que abandonam os cursos escolhidos antes da conclusão ou concluem e passam a vida exercendo uma profissão que não gostam.
Muitas pessoas passam a vida sem saber o que realmente gostariam de fazer profissionalmente, isto gera problemas, em especial quando por alguma razão é preciso ir atrás de uma profissão, pois na idade adulta, muitas são as responsabilidades e na maioria das vezes ja não se pode depender financeiramente de outro alguém.
Por tudo isto, na dúvida, a terapia também pode ser uma ferramenta para discernir com mais segurança o que fazer profissionalmente, pois o auto conhecimento auxilia nas descobertas de identificações profissionais.
Antes de qualquer coisa, o objetivo da orientação profissional é o de abrir as possibilidades de escolhas através da percepção dos interesses e aptidões de cada um, levando em conta uma série de fatores, como a aptidão, a satisfação pessoal, o mercado de trabalho, vantagens financeiras, o avanço tecnológico, a conjuntura econômica, a faculdade que poderá cursar, a disponibilidade de recursos financeiros para isto e etc.
Durante este processo, é traçado um perfil da pessoa, e dentro disto, questões pessoais são trabalhadas, como o medo de errar, a insegurança, a imensidão de opções, as dificuldades, etc. Além disto, são utilizados testes psicológicos que vem somar ao resultado de um todo. É importante salientar que os testes não são varinhas mágicas que adivinham desejos, mas sim pretendem descobrir potenciais talentos e interesses que muitas vezes são imperceptíveis em momentos decisivos. A idéia é aproximar-se o mais objetivamente possível da (s) área (s) de interesse da pessoa, e não dar respostas prontas e simplistas.
A orientação profissional pode auxiliar não apenas adolescentes e jovens adultos, mas também pessoas maduras que se encontram infelizes com suas atuais profissões.
É importante ressaltar que passamos a maior parte das nossas vidas exercendo a atividade profissional, logo, esta não pode ser uma decisão tomada por impulso ou baseada apenas nas facilidades desta ou daquela profissão. É preciso uma decisão consciente, é evidente, que o fato de realizar uma orientação profissional não afasta completamente o erro na escolha, pois muitas vezes, a pessoa é influenciada pela opinião dos outros, pela remuneração da profissão ou pelo fato de outros membros da família estarem bem em uma determinada profissão, porém, a possibilidade de erro torna-se menor.
Vale lembrar que a orientação profissional pode auxiliar não apenas na definição de uma nova profissão, mas também na reestruturação de uma profissão ou negócio ja estabelecido.
Não deixe de ir atrás de seus ideais, nunca é tarde! Você é resultado de suas escolhas!

Por Eliana Alves Lima - Psicóloga
 


O que é TDAH?


Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade é o nome dado a uma síndrome neurobiológica, é dado este nome em referência aos sintomas apresentados.
O TDAH é uma síndrome bastante comum. Ela caracteriza-se por apresentar alguns sintomas relacionados entre si, os quais podem apresentar-se simultaneamente ou não.
De acordo com o DSM-IV, podemos subdividir o TDA/H em 3 tipos:
*transtorno de déficit de atenção com predomínio de sintoma de desatenção;
*transtorno de déficit de atenção com predomínio do sintoma de hiperatividade;
*transtorno de déficit de atenção combinado, no qual ambos os sintomas estão presentes.
As principais características de uma pessoa portadora de tda/h são: dificuldade em manter a atenção, inquietação, agitação motora e mental, impulsividade.
Tais pessoas não conseguem manter um foco em em algo específico, distraindo-se facilmente, por exemplo com a queda de um lápis, por conta disto, elas podem não prestar atenção a detalhes e errar por descuido.
É comum o portador de TDAH apresentar dificuldade em manter a concentração em algumas atividades,mas podem ser concentradíssimos naquilo que lhe seja bem interessante - por exemplo um jogo de vídeo game. Muitas vezes parecem "desligados" não ouvindo quando são chamados; podem ser desorganizados,distraídos; apresentam dificuldade em prosseguir em tarefas que exijam esforço mental continuado; dificilmente terminam o que começam, trocando de uma atividade a outra com certa rapidez; perdem frequentemente objetos necessários para suas atividade (lápis, estojo, caderno); são esquecidos.
Em casos de tdah com predominância à hiperatividade, podem apresentar-se irriquietos com as mãos e os pés, não param sentados, estão sempre agitados, falam em excesso, apresentam dificuldade em esperar por sua vez, interrompem e se intrometem nas conversas dos outros, respondem antes mesmo de serem questionados sobre alguma coisa.

O diagnóstico de TDAH

Frequentemente são os professores que percebem que algo está fora da normalidade com aquele aluno, geralmente a percepção da falta de atenção e erros por conta disto, e em alguns casos pela extrema agitação do aluno. Apesar dos indícios poderem ser nítidos, só é possível estabelecer este diagnóstico com a avaliação de um ou mais especialistas.
Para que o diagnóstico seja confirmado, é preciso que haja a presença dos sintomas citados acima, é preciso que alguns dos sintomas estejam presentes na vida da crianças antes dos 7 anos, deve haver prejuízo em duas ou mais áreas da sua vida em consequência aos sintomas (escola, casa ou trabalho - quando já adultos), e que não sejam melhores explicados por outro tipo de transtorno.
Apesar de serem bem nítidos os sintomas, volto a ressaltar a importância da avaliação de um especialista da área de saúde para o diagnóstico correto. Por melhores que sejam as intenções de um professor, geralmente, estes não estão habilitados para diagnosticar corretamente.
Feito o diagnóstico correto, o prognóstico é promissor, desde que haja acompanhamento psicoterápico (para o desenvolvimento de novas habilidades) e adesão a medicação (quando necessário).
Ressalto que TDAH é percebido desde a infância, porém é um transtorno que persiste mesmo durante a vida adulta, mas com a adesão a psicoterapia as dificuldades decorrentes do mesmo tendem a se amenizar.

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